Eu estou tentando ir a fundo, confesso que tenho medo do que posso encontrar, mas sei que existe algo em que eu possa me refugiar. Estou catando os cacos, e reconstruindo aos poucos cada pedaço, afinal nunca é tarde.
No meio do caminho eu me apaixonei, em outras palavras, eu adoeci. Não existiam médicos que curassem essa doença, mas ela foi se curando por si só dentro de mim, se estabelecendo em cada suspiro que dou, e talvez isso tenha me calado. Perdi a inspiração no momento em que mas devia ter, fiquei muda. Na verdade estou muda! É como se tudo que eu estivesse escrevendo não tivesse nenhum sentido, mas pra quer ter?
Olha só, eu estou procurando um rumo meio longo e perfeito, dizem que não existe lugares perfeitos, então recorremos para a podridão de ser humano, e nós paramos em nossas falhas.
Eu me apaixonei por alguém diferente de mim, parei de tentar me encontrar em outros corações. Será que esse era o sentido? Olha só, esta acontecendo de novo. O coração aperta e eu me sinto bloqueada, não consigo escrever. Mas eu penso muito, penso demais...
Eu estou aqui com um objetivo, eu sei que posso me resgatar. Sei que posso esquecer o quanto o mundo é mau, e posso seguir em frente. Sei que posso trazer de volta todo amor que eu estive guardando, sei que meus pensamentos não são errados, e nem exijo demais.
Proteção? Isso não é o bastante, o calor é que faz o corpo suar, onde há calor, há fogo!
E quando você não estiver suando, e tudo estiver parecendo congelar, respire, respire, respire, respire, talvez o suor saia pelos seus olhos, talvez um pouquinho mais salgado, e talvez seu coração queira sumir de dentro de você.
-Ela fazia o possível, chorava na beira da cama, ao lado dele. Prendia o choro para não soluçar, sentia que devia sair dali, mas não queria, não ia a lugar algum. Porque aquele tormento de alguma forma, era toda a paz que ela tinha, porque longe era a saudade mais absurda, e de perto era o medo mais real. Ela não parava de chorar, mas só queria sorrir. Por algum momento ela o olhava com olhos de piedade, sentindo que jamais poderia ir a lugar algum, outros ela se perguntava o que estava fazendo ali. O tempo estava passando, o medo se tornava maior a cada dia, algo estava se aproximando, ou talvez nada. A saudade se tornava cada vez menor, a distancia estava diminuindo. Quanto mais medo ela tinha, mais perto ela queria estar. Mas no fundo eu acho que ela não tinha perdido a fé, e que tudo aquilo era esperança. Ela esperava ansiosamente para que aquele medo fosse embora, cada dia era como um sinal, e ela esperava alguma mensagem. O tempo foi bom com ela, lhe deu várias respostas, ela só tinha medo de não conseguir esperar...
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